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1 de junho de 2011

Há 581 m de altitude: Canindé


           
A estrada vicinal para se chegar a CANIDÉ É uma linha reta longínqua de mais ou menos 06 km, touceiras de cana-de-açúcar nos dois lados e muita poeira vermelha vão criando UMa paisagem inóspita e bem turva. a moto ziguezagueava na terra solta, nuvens de pó ascendiam ao passo que tomava velocidade. pequenos telhados vão revelando aos poucos UM POVOADO ADORMECIDO no tempo,



mais A canindé de ontem é bem diferente da atual, da ESTAÇÃO_ coração pulsante de outrora hoje bate descompassada, SERVE DE MORADIA para várias famílias, seu estado de deserção é impressionante. o descuido e desinteresse público ficam estampados nas garatujas impressas nas paredes e nos quadros de avisos, da plataforma de embarque. palco das novidades itinerante_ é sustentada por troncos de alguma mata local evitando assim seu desmoronamento.




o que era O PÁTIO, responsável pela troca dos trens que vinham de uberaba e/ou ribeirão preto e começo de um ramal particular para a usina junqueira, hoje DÁ LUGAR a UM CAMPINHO DE FUTEBOL, nada comparado à movimentação de antigamente. CASA DO CHEFE, CASA DE TURMA E CASA DE FUNCIONÁRIOS recebem um novo oficio SERVIndo DE LAR compondo a vila.






além do complexo da estação, CASAS A DERREDOR, IGREJA, RESTAURANTE E CINEMA fizeram desta paragem uma promessa de prosperidade, para dona marilda. moradora de uma das casas mais distintas relata que DEPOIS que as locomotivas a vapor deram lugar às loco a diesel e o FECHAMENTO DO RAMAL de cel. quito o vilarejo FOI ESTAGNANDO e entrou num longo caminho em desuso.


“soidade do comboio chegando trazendo notícias, do tráfego dos passantes, da vida movimentada que não volta mais”. comentou do desvio que o trem fazia quando a máquina manobrava, APONTANDO para a parte baixa do terreno, lembrou dos vagões recheados de lenha pra abastecer as terras do coronel quito.







nostalgias à parte da senil proposta de desenvolvimento nada se vê, o PANORAMA atual é Dominado pelo TOTAL ABANDONO. o que resiste só não desapareceu porque algo lá desembarcou e não mais se foi, a esperança.

Quinta-feira, 21 de março, 14:30h.
















5 de maio de 2011

Viagem em duas rodas pelos trilhos da Cia. Mogiana de E. Ferro _ Ramal de Igarapava e Linha do Rio Grande_



O sol saiu lindo, estava alto, forte e brilhante, não sabíamos o que esperava, era inicio de um feriado prolongado. a estrada estava agitada, o vento era frio e cortava a pele. A primeira parada era uma vila localizada a direta da rodovia, fazia parte de uma usina de cana de açúcar antiga.






                      De começo fomos recepcionados por uma bela locomotiva a vapor, ultima remanescente de uma serie de Maria Fumaça que o antigo proprietário da fazenda-usina possuía, hoje, repousa sobre trilhos a sombra de arvores majestosa que a rodeia.
Na praça que outrora recebeu o nome do detentor das locomotivas, hoje é margeada por belos e imponentes casarões, ao centro uma sobranceira estatua, estrategicamente localizada,  passa o tempo a observar colunas de fumaça lançadas ao vento pelas incisáveis chaminés da usina, fruto do seu legado.




Uma augusta igreja recolhe aos fundos da velha praça, com seus imensos vitrais, aguarda a visita dos seus fieis sobre os olhos do orago São Geraldo, nada escapa aos seus olhares, nem mesmo a pequena vila que insiste em permanecer dormindo, mesmo com o sol há quase meio dia.



Despedimos dali ao subir na moto e seguir nosso destino, antes_ olhar mais uma vez e ver o que parecia impensável: Um lugar encantador! Que parou no tempo, sem perder a majestade mesmo depois que os trilhos foram embora.


quinta-feira, 21-04-11, 07:30 h